Controlar as próprias despesas é fundamental para crescer economicamente”
Pois
é: a gente sonha, planeja, deixa pra depois, adia, acha chato e acaba
não administrando as contas da casa como deveria. Resultado: o bicho
sempre pega na pior hora. Hoje em dia, o assunto está mais do que na
moda e até o governo já tem o programa Estratégia Nacional de Educação
Financeira destinado à introdução do assunto nas escolas, ensinando a
garotada como fazer, entre outras coisas, um Orçamento Doméstico para a família não gastar mais do que ganha. Pode ser que no futuro a coisa
melhore.
Toda
dieta é boa — desde que seja feita. Com a administração de nossas contas
é a mesma coisa. Basta a gente entender que é indispensável saber
quanto de dinheiro entra para saber o quanto podemos gastar. Não dê um
passo maior do que a perna: controlar as próprias despesas é fundamental
para crescer economicamente. Ter dinheiro para pagar tudo em dia e não
pagar juros. Enfim: economizar é sair do sufoco.
Também
é importante não achar que você pode resolver tudo da noite pro dia,
afinal, ninguém aguenta o tranco. É como recomeçar a fazer exercícios
depois de muito tempo parado: precisa ser devagar, devagar, devagarinho.
Uma coisa de cada vez. Anote tudo que se gasta todos os dias e, nos
finais de semana, a família comprometida com o mesmo objetivo, precisa
efetuar a soma de tudo, observando se alguém gastou com algo que não
precisava.
No
supermercado, sempre leve uma lista de compras e não vá com fome.
Pesquisar preços na hora de botar no carrinho: se subiu o preço do
produto ou se não estiver na safra, não compre, ou troque por outro. Não
esqueça que os produtos mais baratos estão nas prateleiras mais baixas.
Se o produto não estiver na lista, pense se você realmente precisa
dele. No caixa, cuidado com a tentação de produtos e “ofertas” que quase
sempre são caras, desnecessárias.
A estrutura de gastos de uma família deve se dividir aproximadamente em:
35% em moradia — aluguel ou prestação, condomínio, impostos, manutenção, água, luz, gás, telefones, internet, empregados;
25% em alimentação;
15% em transporte.
No
restante, saúde, estudos, roupas e lazer. Sempre economize o máximo que
você puder. Por exemplo: ir à pé ou de bicicleta ao trabalho quando
você mora perto gera uma economia enorme.
Uma
vez que você sabe o quanto gasta, pode partir para um planejamento
mensal de quanto pode gastar no mês seguinte. Uma planilha de Orçamento
Doméstico pode ser encontrada em vários sites. Só não vale dizer que dá
trabalho, que é difícil e outras desculpas. Se a gente está gastando tudo
que ganha, basta fazer as contas e constatar que 10% de redução na
despesa mensal representará um aumento no salário de 10%.
Vamos tentar ?
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